Com sete governadores eleitos, PMDB acena para candidatura presidencial própria em 2018

27/10/2014 18h08m. Atualizado em 27/10/2014 23h35m

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Com sete governadores eleitos, PMDB acena para candidatura presidencial própria em 2018

A aliança PT-PMDB para eleições presidenciais pode ter chegado ao fim nas eleições de 2014. A coligação entre os partidos mostrou sinal claro de esgotamento quanto foi aprovada pela Executiva do PMDB, em junho deste ano, em uma vitória apertadíssima, por 398 votos sim e 275 não.
Com a garantia da vice-presidência da República por mais quatro anos e a eleição de sete governadores, o PMDB caminha para lançar uma candidatura própria ao Palácio do Planalto em 2018. O assunto foi tratado abertamente por Michel Temer, em entrevista ao blog do Josias de Souza, um dia depois do resultado do primeiro turno das eleições, em 6 de outubro.
“Nós vamos ganhar a eleição; Dilma vai vencer nessa etapa, e nós vamos preparar nossa candidatura para 2018″, garantiu Michel Temer.
A meta estabelecida pelo PMDB era ousada: a conquista de pelo menos 12 governos estaduais. No entanto a aposta do partido em nomes graúdos como os senadores Eduardo Braga (PMDB-AM), Henrique Alves (PMDB-RN), Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Vital do Rêgo (PMDB-PB), além de Helder Barbalho (PMDB-PA), filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), não logrou êxito. Nos bastidores, peemedebistas atribuem as derrotas a um movimento deflagrado pelo próprio PT, que temia o projeto de poder nacional do aliado. Inevitavelmente, a derrota dos caciques provocará um acerto de contas entre PMDB e PT, o que pode abalar a governabilidade de Dilma Rousseff.
O PMDB foi o partido que mais conquistou governos estaduais encerrado o segundo turno das eleições 2014 —sete governadores eleitos ao todo: Renan Filho (AL), Paulo Hartung (ES), Luiz Fernando Pezão (RJ), Confúcio Moura (RO), José Ivo Sartori (RS), Jackson Barreto (SE) e Marcelo Miranda (TO). Alguns desses governadores têm viés oposicionista, como o José Ivo Sartori que ganhou derrotando o PT e encarnando o forte sentimento anti-petista do Rio Grande do Sul. PSDB e PT empataram em segundo lugar no número de governadores eleitos, com cinco estados cada um.

Confira a lista dos governadores eleitos
Acre – Tião Viana (PT)
Alagoas – Renan Filho (PMDB)
Amazonas – José Melo (PROS)
Amapá – Waldez Góes (PDT)
Bahia – Rui Costa (PT)
Ceará – Camilo Santana (PT)
Distrito Federal – Rodrigo Rollemberg (PSB)
Espírito Santo – Paulo Hartung (PMDB)
Goiás – Marconi Perillo (PSDB)
Maranhão – Flávio Dino (PC do B)
Mato Grosso – Pedro Taques (PDT)
Mato Grosso do Sul – Reinaldo Azambuja (PSDB)
Minas Gerais – Fernando Pimentel (PT)
Pará – Simão Jatene (PSDB)
Paraíba – Ricardo Coutinho (PSB)
Paraná – Beto Richa (PSDB)
Pernambuco – Paulo Câmara (PSB)
Piauí – Wellington Dias (PT)
Rio de Janeiro – Luiz Fernando Pezão (PMDB)
Rio Grande do Norte – Robinson Faria (PSD)
Rio Grande do Sul – José Ivo Sartori (PMDB)
Rondônia – Confúncio Moura (PMDB)
Roraima – Suely Campos (PP)
Santa Catarina – Raimundo Colombo (PSD)
São Paulo – Geraldo Alckmin (PSDB)
Sergipe – Jackson Barreto (PMDB)
Tocantins – Marcelo Miranda (PMDB)

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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